Amado(a) Irmão(a),

Na carta deste mês, desejo observar com você, na Palavra de Deus, a importância de seguirmos diligentemente as instruções do Senhor. Se assim o fizermos, teremos respostas para nossas orações.

Vamos começar observando o que está escrito em Josué 6:3-5:

Vós, pois todos os homens de guerra, rodeareis a cidade, cercando-a uma vez; assim fareis por seis dias. Sete sacerdotes levarão sete trombetas de chifre de carneiro adiante da arca; no sétimo dia, rodeareis a cidade sete vezes, e os sacerdotes tocarão as trombetas. E será que, tocando-se longamente a trombeta de chifre de carneiro, ouvindo vós o sonido dela, todo o povo gritará com grande grito; o muro da cidade cairá abaixo, e o povo subirá nele, cada qual em frente de si.

Como acabamos de ler, Deus instruiu Josué a cercar a cidade de Jericó por seis dias e, no sétimo dia, os sacerdotes precisariam tocar as trombetas. Josué recebeu essas instruções de Deus e informou o povo sobre o que foi instruído.

Perceba que Deus, na passagem acima, chama os homens de “homens de guerra”, ou seja, guerreiros. Entretanto, esses homens eram escravos e nunca tinham ido à guerra. Imagine o que se passou na cabeça dessas pessoas; elas fizeram a mesma coisa por seis dias e voltaram para casa sem ver nada acontecer. No sétimo dia, tiveram que marchar sete vezes ao redor da cidade, em silêncio, e somente depois da sétima vez que os sacerdotes tocaram as trombetas e gritaram, aí, sim, as muralhas caíram. Com certeza, foi cansativo dar aquelas voltas. Além disso, no plano natural, é muito difícil ver sentido em tudo isso, aliás, é bem estranho. Mas os “guerreiros” tiveram que fazer isso independentemente do que viam: tiveram simplesmente que obedecer.

Vejamos agora II Reis 5:9-14:

Veio, pois, Naamã com os seus cavalos e os seus carros e parou à porta da casa de Eliseu. Então, Eliseu lhe mandou um mensageiro, dizendo: Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne será restaurada, e ficarás limpo. Naamã, porém, muito se indignou e se foi, dizendo: Pensava eu que ele sairia a ter comigo, pôr-se-ia de pé, invocaria o nome do Senhor, seu Deus, moveria a mão sobre o lugar da lepra e restauraria o leproso. Não são, porventura, Abana e Farfar, rios de Damasco, melhores do que todas as águas de Israel? Não poderia eu lavar-me neles e ficar limpo? E voltou-se e se foi com indignação. Então, se chegaram a ele os seus oficiais e lhe disseram: Meu pai, se te houvesse dito o profeta alguma coisa difícil, acaso não a farias? Quanto mais, já que apenas te disse: Lava-te e ficarás limpo. Então, desceu e mergulhou no Jordão sete vezes, consoante a palavra do homem de Deus; e a sua carne se tornou como a carne de uma criança, e ficou limpo.

Imagine agora como Naamã se sentiu depois de se lavar pela primeira vez no rio Jordão. Provavelmente, ele se enfadou e pode até ter desanimado ao se lavar pela segunda, terceira, quarta vez… Imagine Naamã mergulhando no rio por seis vezes sem ver nenhum resultado. O milagre somente aconteceu quando ele obedeceu exatamente o que foi ordenado, ou seja, ele teve que mergulhar sete vezes.

Leia agora o versículo 32 de Gênesis 5:

Era Noé da idade de quinhentos anos e gerou a Sem, Cam e Jafé.

Perceba que Noé era bem velho. No capítulo 6 de Gênesis, está escrito que Deus resolveu destruir o mundo por meio de um dilúvio. Então, Ele mandou Noé construir uma arca e lhe deu as instruções de como construí-la corretamente. Noé atendeu o chamado de Deus e começou a construção. Veja Gênesis 7:6-12:

Tinha Noé seiscentos anos de idade, quando as águas do dilúvio inundaram a terra. Por causa das águas do dilúvio, entrou Noé na arca, ele com seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos. Dos animais limpos, e dos animais imundos, e das aves, e de todo réptil sobre a terra, entraram com Noé, na arca, de dois em dois, macho e fêmea, como Deus lhe ordenara. E aconteceu que, depois de sete dias, vieram sobre a terra as águas do dilúvio. No ano seiscentos da vida de Noé, aos dezessete dias do segundo mês, nesse dia romperam-se todas as fontes do grande abismo, e as comportas dos céus se abriram, e houve copiosa chuva sobre a terra  durante quarenta dias e quarenta noites.

Pois bem, Noé era um homem velho que passou cem anos da sua vida trabalhando na construção de uma arca. Por certo, ele duvidou em seu coração, por alguns momentos, se o que Deus falou realmente ia acontecer. Ele deve ter se sentido cansado em alguns dias e, provavelmente, chateou-se com aqueles que o criticavam, os religiosos da época. Contudo, após Noé entrar na arca com a família, e aguardar sete dias pela chuva, posso imaginar o sorriso nos lábios da esposa de Noé, e o alívio que ele sentiu ao perceber as gotas do dilúvio finalmente caírem. O milagre traz alegria ao coração.

Acabamos de ler três exemplos bíblicos de pessoas que receberam uma missão de Deus, uma promessa de benção atrelada à obediência.

Se compararmos os três casos, o de Naamã não levou tanto tempo como o de Noé. Josué teve de obedecer por alguns dias. São bênçãos e condições diferentes, mas o que liga todas essas situações é que os envolvidos não viram nenhum resultado a não ser após terem cumprido rigorosamente o estipulado por Deus.

Vejamos os versículos 8 e 9 de Gálatas 6:

Porque o que semeia para a sua própria carne, da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o espírito, do Espírito colherá vida eterna. E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos.

A respeito do ato de semear, observe o que nos diz o versículo 14 de Marcos 4:

O semeador semeia a Palavra.

Muitos crentes interpretam a palavra semear a semear dinheiro, mas Jesus está falando que o semeador semeia a Palavra. Também está escrito que é possível semear na carne ou no espírito. Portanto, se semeamos dinheiro não estamos semeando nada no espírito. Precisamos semear no espírito para colhermos a vida eterna.

A Palavra também diz que, se não nos cansarmos de semear, vamos colher a Palavra semeada. Você já deve ter ouvido por aí a expressão “você só colhe o que planta”. Muitas pessoas usam esse ditado para explicar o mal na vida de alguém. Entretanto, para entendermos a passagem de Gálatas é preciso saber de que semeadura a Palavra está falando. Lá o princípio de Deus é o de que se semearmos no espírito, e não nos cansarmos, ao seu tempo, colheremos.

No caso de Naamã, o tempo foi “depois de se lavar sete vezes”. Ou seja, ele semeou seis vezes e nada colheu, mas, na sétima vez, como prometido, ele colheu a cura da lepra.

No caso de Josué, ele teve que marchar por seis dias, uma vez ao dia, ao redor de Jericó. No sétimo dia, na sétima vez, alcançou o tempo certo e, então, houve a manifestação do que Deus havia falado.

Com Noé, o tempo de espera foi longo. Ele semeou por décadas e décadas na construção da arca até que, no tempo certo, a chuva veio.

Perceba que todos os três tiveram uma missão a cumprir. Conforme lemos em Gálatas, nós também temos as instruções de Deus para seguir. Se Josué, Naamã e Noé tivessem se cansado, não teriam recebido a manifestação de Deus. O mesmo princípio se aplica hoje para nós.

Jesus disse que o semeador semeia a Palavra, pois bem, nós não somos nem Naamã, nem Noé e, muito menos, Josué, mas temos que semear a Palavra no espírito para colher vida eterna: essa é a garantia de Deus. Não importa quanto tempo se leva semeando a Palavra, porque, no tempo certo, vamos colher.

Para todas as áreas de necessidades de nossas vidas, temos que semear a Palavra para colher a manifestação de Deus. Então, meus irmãos, vamos passar mais tempo semeando a Palavra todos os dias. Semeie-a com diligência, ore em línguas, passe um tempo a sós com Deus, adorando-O.  Não desista e nem se canse. Apenas espere e Ele se manifestará em sua vida, em Nome de Jesus!

Graça e Paz,

Ana Maria Dias