Amado(a) Irmão(a),

Dou toda glória a Deus pelo Espírito Santo que nos ensina a Verdade. E Ele quer nos ensinar agora. Quantas vezes ouvimos, dentro do corpo de Cristo: “Deus está demorando tanto para me abençoar, mas sei que Ele está me fazendo esperar para eu ter o melhor”.

Vamos consultar as Escrituras para ver se esse tipo de pensamento se sustenta ou se é apenas falta de fé. Em João 4:34, lemos:

         Disse-lhe Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.

João 5:30 diz:

         Eu nada posso fazer de mim mesmo; na forma por que ouço, julgo. O meu juízo é justo, porque não procuro a minha própria vontade, e sim a daquele que me enviou.

            Em João 6:38, está escrito:

         Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou.

         João 9:4 nos mostra:

         É necessário que façamos as obras daquele que me enviou enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.

            Por último, vejamos João 14:9:

Disse-lhe Jesus: Felipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim, vê ao Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?

 

Todos esses versículos testificam que Jesus veio à Terra para fazer a vontade do Pai. Como vimos, Ele declara a Felipe que se o Pai estivesse aqui na carne faria exatamente o que Ele estava fazendo. Ou seja, o Pai está no Céu, mas manda Jesus à Terra para fazer Sua vontade e realizar Suas obras. Jesus estabeleceu para nós a mesma coisa que o Pai estabeleceu para Ele: saber qual a vontade do Pai em todas as circunstâncias.

            Para entender melhor a vontade do pai, observe o que acontece nos versículos que veremos a seguir. Vamos começar por esse trecho, em João 5:1-9:

Passadas estas coisas, havia uma festa dos judeus, e Jesus subiu para Jerusalém. Ora, existe ali, junto à Porta das Ovelhas, um tanque, chamado em hebraico Betesda, o qual tem cinco pavilhões. Nestes, jazia uma multidão de enfermos, cegos, coxos, paralíticos, esperando que se movesse a água. Porquanto um anjo descia em certo tempo, agitando-a; e o primeiro que entrava no tanque, uma vez agitada a água, sarava de qualquer doença que tivesse. Estava ali um homem enfermo havia trinta e oito anos. Jesus, vendo-o deitado e sabendo que estava assim há muito tempo, perguntou-lhe: Queres ser curado? Respondeu o enfermo: Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque, quando a água é agitada; pois, enquanto eu vou , desce outro antes de mim. Então, lhe disse Jesus: Levanta-te, toma o teu leito e anda. Imediatamente, o homem se viu curado e, tomando o leito, pôs-se a andar.

Essa passagem acima relata a história de um homem que estava com uma grave doença havia trinta e oito anos: não conseguia andar, era paralítico da cintura para baixo, e dependia daquela água para ser curado; talvez fosse uma doença chamada esclerose múltipla. Mas o fato é que Jesus não dependia daquela água para curá-lo. Ele o curou imediatamente, e o homem saiu andando, livre de sua doença. O Pai não queria esse mal na vida daquele homem.

Agora, vamos para Lucas 6:6-10:

Sucedeu que, em outro sábado, entrou ele na sinagoga e ensinava. Ora, achava-se ali um homem cuja mão direita estava ressequida. Os escribas e os fariseus observavam-no, procurando ver se ele faria uma cura no sábado, a fim de acharem de que o acusar. Mas ele, conhecendo-lhes os pensamentos, disse ao homem da mão ressequida: Levanta-te e vem para o meio; e ele, levantando-se, permaneceu de pé. Então, disse Jesus a eles: Que vos parece? É lícito, no sábado, fazer o bem ou mal? Salvar a vida ou deixá-la perecer? E, fitando todos ao redor, disse ao homem: Estende a mão. Ele assim o fez, e a mão lhe foi restaurada.

Veja, a doença desse homem, embora não seja a mesma do outro que lemos acima, é similar: problema nos músculos (mão ressequida, mirrada). Deus quer curar esse tipo de doença imediatamente.

Observe, em Lucas 5:12-13, como agiu Jesus quando encontrou um leproso:

Aconteceu que, estando ele numa das cidades, veio à sua presença um homem coberto de lepra; ao ver a Jesus, prostrando-se  com o rosto em terra, suplicou-lhe: Senhor, se quiseres, podes purificar-me. E ele, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, fica limpo! E, no mesmo instante, lhe desapareceu a lepra.

Sabemos que existem dois tipos de lepra: um que destrói os nervos e a pessoa fica sem sensibilidade (mesmo que sofra algum machucado, não sente nada), e o outro tipo é aquele que vai “comendo” a carne. No caso acima, o homem estava “coberto” de lepra, ou seja, apresentava os dois tipos (problema de pele e nervos). A Palavra mostra que é da vontade do Pai curar, imediatamente, esse tipo de doença também.

Veja mais um caso de cura física em Lucas 4:38-39:

Deixando ele a sinagoga, foi para a casa de Simão. Ora, a sogra de Simão achava-se enferma, com febre muito alta; e rogaram-lhe por ela. Inclinando-se ele para ela, repreendeu a febre, e esta a deixou; e logo se levantou, passando a servi-los.

Notamos que a febre a deixou imediatamente também. São muitas as doenças cujo sintoma é a febre. Devemos entender que qualquer doença que causa febre tem que deixar o nosso corpo. E, mais uma vez, Jesus estava fazendo a vontade do Pai, agora curando a sogra de Pedro.

            Lucas 8:43, 44 e 47:

Certa mulher que, havia doze anos, vinha sofrendo de uma hemorragia, e a quem ninguém tinha podido curar (e que gastara com os médicos todos os seus haveres), veio por trás dele e lhe tocou na orla da veste, e logo se lhe estancou a hemorragia […]. Vendo a mulher que não podia ocultar-se, aproximou-se trêmula e, prostrando-se diante dele, declarou, à vista de todo o povo, a causa por que lhe havia tocado e como imediatamente fora curada.

Perceba que esta mulher também foi curada sem demora. Algo errado em algum de seus órgãos causava esse sangramento. E é a vontade do Pai curar, imediatamente, não somente os sangramentos, mas suas causas também.

Vejamos, também, outro problema que Jesus resolveu com simplicidade, fazendo a vontade do Pai.  Em Lucas 8:27-33:

         Logo ao desembarcar, veio da cidade ao seu encontro um homem possesso de demônios que, havia muito, não se vestia, nem habitava em casa alguma, porém vivia nos sepulcros. E, quando viu a Jesus, prostrou-se diante dele, exclamando e dizendo em alta voz: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Rogo-te que não me atormentes. Porque Jesus ordenara ao espírito imundo que saísse do homem, pois muitas vezes se apoderara dele. E, embora procurassem conservá-lo preso com cadeias e grilhões, tudo despedaçava e era impelido pelo demônio para o deserto. Perguntou-lhe Jesus: Qual é o teu nome? Respondeu ele: Legião, porque tinham entrado nele muitos demônios. Rogavam-lhe que não os mandasse sair para o abismo. Ora, andava ali, pastando no monte, uma grande manada de porcos; rogara-lhe que lhes permitisse entrar naqueles porcos. E Jesus o permitiu. Tendo os demônios saídos do homem, entraram nos porcos, e a manada precipitou-se despenhadeiro abaixo, para dentro do lago, e se afogou.

Esse homem apresentava problemas mentais; estava louco. Jesus ministrou nele e sua sanidade foi recuperada. Ou seja, é da vontade do Pai que qualquer pessoa que apresente doença mental seja liberta imediatamente.

Passemos agora para Marcos 6:37-44:

         […] Dai-lhes vós mesmos de comer. Disseram-lhe: Iremos comprar duzentos denários de pão para lhes dar de comer? E ele lhes disse: Quantos pães tendes? Ide ver! E, sabendo-o eles, responderam: Cinco pães e dois peixes. Então, Jesus lhes ordenou que todos se assentassem, em grupos, sobre a relva verde. E o fizeram, repartindo-se em grupos de cem em cem e de cinquenta em cinquenta. Tomando ele os cinco pães e os dois peixes, erguendo os olhos ao céu, os abençoou; e, partindo os pães, deu-os aos discípulos para que os distribuíssem; e por todos repartiu também os dois peixes. Todos comeram e se fartaram; e ainda recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e de peixe. Os que comeram dos pães eram cinco mil homens.

A multidão estava assistindo às pregações de Jesus, os discípulos não tinham comida nem dinheiro para comprá-la, mas o caso foi resolvido, o suprimento veio, e não precisaram esperar meses para receber.

Vejam, em Mateus 17:24-27, outro caso em que o suprimento veio sem demora:

         Tendo eles chegado a Cafarnaum, dirigiram-se a Pedro os que cobravam o imposto das duas dracmas e perguntaram: Não paga o vosso Mestre as duas dracmas? Sim, respondeu ele. Ao entrar Pedro em casa, Jesus se lhe antecipou, dizendo: Simão, que te aprece? De quem cobram os reis da terra impostos ou tributo: dos seus filhos ou dos estranhos? Respondendo Pedro: Dos estranhos, Jesus lhe disse: logo, estão isentos os filhos. Mas, para que não os escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, e o primeiro peixe que fisgar, tira-o; e, abrindo-lhe a boca, acharás um estáter. Toma-o e entrega-lhes por mim e por ti.

Vemos, nestas duas últimas passagens, dois casos financeiros que foram resolvidos: no primeiro, não tinham o que comer; no segundo, era o imposto que tinha que ser pago e também não tinham o dinheiro em mãos.

A vontade do Pai é que nossas necessidades sejam supridas imediatamente. A provisão vem do Pai para pagar as contas ou comprar comida; não faz diferença nenhuma se Deus usa alguém para pagar a sua conta ou coloca dinheiro nas suas mãos, o resultado vai ser o mesmo: atender e sanar sua necessidade.

Deus quer suprir nossas necessidades, mas a falta de fé se manifesta na forma de desculpas: “Ah, mas naquela época, era Jesus, pessoalmente, quem estava fazendo isso tudo, Ele podia; agora é diferente”. Pois saiba que nada mudou no Pai. Em vez de perguntar: “Por que tenho que esperar tanto?”, pergunte: “Como foi que Jesus fez?”.

O mesmo poder que ressuscitou Jesus dos mortos é o poder que Ele nos dá: a vida eterna. Precisamos entender que aquele mesmo poder está dentro de nós. Repito: é o poder da vida eterna.

Quero que você entenda o que significa a vida eterna que recebemos quando aceitamos Jesus como nosso Salvador. Quando nascemos de novo, ela é colocada dentro de nós. Então, quando Jesus ministrava nas pessoas, Ele estava ministrando através daquela vida eterna que estava dentro Dele, e saía Dele, e tocava as doenças, que eram curadas imediatamente (porque, afinal, nenhuma doença ou qualquer necessidade pode ficar na presença desta vida eterna). Quero que você entenda isso: você nasceu de novo e a vida eterna habita dentro de você. Portanto, pelas chagas de Jesus, você já foi curado e não é mais a morte que habita em você; o Espírito Santo, aquele que ressuscitou Jesus dos mortos, agora habita em você: o poder de Deus está em você.

Quando passo tempo com Ele, orando, estou crescendo cada vez mais nesse poder. Entende como é valioso estar na presença Dele? Você não precisa ficar suplicando a Ele para te curar ou tocar em você, como se Ele não quisesse. Ele já nos deu a vida que ministrava nos doentes. Naquela época, os que foram curados não tinham como receber a vida Dele, pois todos estavam mortos espiritualmente. Como vimos, até a orla do Manto de Jesus fluía aquela vida eterna que estava Nele.

Observando os Evangelhos não vemos ninguém que Jesus deixou ir embora com algum mal. Acredite: tudo já está pronto para nós! Mas existe algo que nos impede de recebermos o que precisamos: é a incredulidade.

Ao lermos as cartas do apóstolo Paulo, não encontramos nenhum trecho em que ele afirme que apanhou ou sofreu para que Deus pudesse lhe ensinar alguma coisa. Em hipótese alguma. Isso não existe. Deus jamais vai mandar problemas para que você aprenda uma lição: Ele não quer nenhuma aflição em sua vida.

Portanto, procure reservar um tempo para estar com Deus a sós; para orar em línguas, adorar e louvar o Senhor, e ler a Bíblia também. É só passando um tempo com o Senhor que você vai se fortalecer e aprender a andar no Espírito e estar sempre na Presença de Deus, mesmo no meio das circunstâncias. Diga-me uma coisa: vale ou não a pena aprender a andar no poder e no Espírito?! Isso é realmente a glória de Deus liberada para nós!

O tempo de Deus é agora! Se Deus é por nós, amados, quem será contra nós?!

Graça e Paz,

Ana Maria Dias