Amado(a) Irmão(a),

Chegamos ao final de mais um ano. É dezembro e, por toda parte, as cidades estão enfeitadas com luzes e decoradas para comemorar o Natal. Até mesmo aqueles que não estão salvos aproveitam essa época do ano para se reunir com a família e os amigos. Todos estão envolvidos com o “espírito natalino” e trocam presentes, tentando agradar uns aos outros.

Irmãos, aproveitemos para refletir sobre o amor: ele sempre vence e deve prevalecer em nossas vidas. É sobre o amor de Deus que vamos falar nesta carta.

Ao pensar sobre este tema para a carta do último mês do ano, lembrei-me dos atletas em uma competição. Os corredores, por exemplo, quando estão participando de uma prova de velocidade com outros adversários, estão sempre focados em sua própria performance. Se um adversário cai, os outros não param e nem olham para os lados, para não perderem o equilíbrio e caírem também.

É claro que estamos falando de uma competição esportiva, mas quantos não agem assim em seu dia a dia, no trabalho ou com a sua família? Pois bem, o andar com Deus é totalmente diferente. Ele sempre oferece a Sua ajuda a nós e, se cairmos, Ele nos levanta para continuarmos a jornada. Então, é urgente que conheçamos o amor de Deus.

Vamos começar lendo o que está escrito em I João 4:7-8:

Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.

Muito se fala sobre “amor”, mas Deus fala do amor Dele na perspectiva Dele e não na nossa. O amor que Deus quer que vivamos e entendamos não é o de um casal que está casado há cinquenta anos; não é desse tipo de amor que Deus está falando.

O amor de Deus só vem Dele e há um engano no Corpo de Cristo quanto a esse amor. Muitas vezes, interpretamos como sendo “amor de Deus” quando somos bons uns para os outros. Não é mesmo?

Por exemplo, quando uma tragédia acontece, como uma enchente, as pessoas ajudam as vítimas. Você sabe que há compaixão até mesmo nos perdidos e, por isso, com base nesses casos, temos a tendência de padronizar o amor de Deus como sendo esse tipo de caridade.

Entretanto, não é desse tipo de amor que essa passagem fala. Veja: após Jesus Cristo, o amor de Deus foi transmitido a nós quando aceitamos Jesus. Não era assim no Antigo Testamento. Essa é parte da nova natureza, então devemos ir fundo em Deus porque Ele é amor.

Em uma igreja, se todos estiverem orando e andando no amor de Deus, não haverá contenda, mesmo com os temperamentos diferentes de cada um. Porque ao andarmos no amor de Deus, ou seja, quando desenvolvemos esse amor Nele, passamos a tratar melhor uns aos outros, e cessam as ofensas.

O amor descrito em I João 4  é aquele que, quando você dá a sua palavra, você cumpre. Porque Deus nunca fez uma promessa que não cumprisse. Lembre-se da maior demonstração do amor de Jesus por você: Ele QUIS ir para a Cruz e morrer no seu lugar. Ele deu a SUA palavra e a cumpriu.

No meio cristão, um outro engano muito comum é aquele que prega que ministrar com dons é andar em amor. O fato de um ministro operar com dons não garante que ele está andando em amor. Veja o que diz a palavra em I Coríntios 12:31:

Entretanto, procurai, com zelo, os melhores dons (amor).

Não há nada de errado em desejar os dons, mas há algo melhor do que a sua manifestação. Andar no poder de Deus está longe de ser um problema, entretanto é diferente de andar no amor de Deus. Todos os dons devem ser demonstrados com o amor ágape no coração (e não é bem isso que encontramos em muitas igrejas, não é mesmo?). Por isso a importância de ficar atentos ao que a Palavra de Deus nos orienta.

Vejamos, agora, os versículos 1 e 2 de I Coríntios 13:

Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei.

Na verdade, esses dois versículos acima, de Coríntios, falam sobre os dons do Espírito. Está bem claro que é possível tê-los e mesmo assim não andar no amor.

Vale muito andar no amor de Deus. Quando o Seu amor está fluindo, os dons se manifestam e produzem tudo o que é necessário. Foi o que vimos acontecer com Jesus. Continuando a leitura de I Coríntios 13, veja o que dizem os versículos 3 a 5:

E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará. O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal.

Nesta passagem, vemos que a caridade é diferente do amor de Deus. Além disso, aí vemos claramente como devem ser as nossas atitudes diante das situações: mesmo que não gostemos, é assim que devemos responder aos problemas: com o amor e não com orgulho. Quem anda no amor de Deus não se divorcia, por exemplo.

As pessoas fizeram a Jesus muitas coisas de que Ele não gostou e mesmo assim Ele não guardou ofensas e continuou curando aqueles que iriam crucificá-lo. Ele sabia disso e os conhecia muito bem, mas Ele sempre AMOU – Jesus é o consumador de nossa fé, e a fé opera no amor.

Aconselho você a aproveitar as festas de fim de ano e se lembrar daqueles com quem você rompeu relacionamento, oferecendo o amor de Jesus que está no seu coração (e este amor está em seu coração, afinal, você já nasceu de novo).

Você só tem a ganhar andando no amor de Deus. Tudo vai mudar em sua vida. Não se esqueça de orar por aqueles que estão contra você, os que humilharam e ofenderam você. Fique livre de toda ofensa, deixando esse amor de Jesus lavar seu coração, purificando-o e fazendo-o feliz. Com isso, muitas coisas boas virão para você no próximo ano. Você pode mudar seu futuro, praticando os conselhos de Jesus. Ore em línguas todos os dias e adore o Senhor particularmente.

Desejo a você e a toda sua família um ótimo e feliz Natal e um Ano Novo recheado de bênçãos do Nosso Poderoso Deus.

         Graça e Paz,

 

Ana Maria Dias

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