Amado(a) Irmão(a),

Somos instruídos, por meio da Palavra de Deus, a tomar as decisões certas em todas as áreas de nossas vidas. Devemos evitar os enganos e mentiras do inimigo, que nos levam à frustação por não conseguirmos o sucesso desejado.

Nós temos a Jesus como modelo. Ele é o padrão e o exemplo. Olhando para Jesus, sabemos o que é melhor para nós; Ele nos revela o que nosso Pai Celeste quer que façamos. Infelizmente, uma dificuldade que os cristãos têm é a de saber como tomar a decisão certa, principalmente em seus ministérios. E é sobre isso que vamos falar nessa carta.

 

Veja o que está escrito em Lucas 6:12-16:

Naqueles dias, retirou-se (Jesus) para o monte a fim de orar, e passou a noite orando a Deus. E, quando amanheceu, chamou a si os seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu também o nome de apóstolos: Simão, a quem acrescentou o nome de Pedro, e André, seu irmão; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelote; Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, que se tornou traidor.

Ao lermos o texto acima, vemos que Jesus fez tudo o que o Pai quis e, justamente por isso, soube qual dos discípulos escolher para serem seus apóstolos. Observe que ele só os escolheu após ter passado a noite toda em comunhão com Deus, em oração.

Você também precisa adquirir o hábito de ficar sozinho com Deus, em oração. É necessário começar a orar em línguas em todos os momentos. Essa atitude vai tocar a sua vida profundamente, e tomar decisões acertadas se tornará natural.

Vamos ver o que I Coríntios 2:12-13 nos diz:

Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente. Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais.

Na passagem acima, Paulo está dizendo que quando nascemos de novo recebemos uma natureza nova. Mas perceba que isso não quer dizer que já fomos limpos de tudo o que recebemos do primeiro Adão. A nova natureza veio de Deus, pois a de Adão era corrompida em razão de ele ter virado as costas para Deus (dessa forma, todos os descendentes de Adão têm a mesma natureza).

Entretanto, quando nascemos de novo, no exato momento em que colocamos nossa fé em Jesus, aquela natureza do mundo (pecaminosa) foi removida, e recebemos a natureza de Deus. Por causa desse milagre que aconteceu conosco, temos agora a condição de recebermos direto de Deus quaisquer ensinamentos. E isso se dá pela graça do Espírito Santo, que nos instrui com a essência espiritual de Deus, ensinando-nos por meio da nova natureza. Assim, a minha nova natureza fica alinhada com tudo o que vem de Deus, que são as coisas espirituais.

Perceba que o homem natural não aceita isso. Por exemplo, ele não aceita sentar-se e orar em línguas por horas, porque isso não tem sentido para ele, já que ele não entende o que está orando. E Deus disse que o espírito ora, mas a mente fica infrutífera. Para a mente religiosa, isso não tem sentido (já que não entende, e acha uma tolice essa prática). Veja que a primeira parte dessa declaração está certa, porque não entendemos mesmo o que estamos falando, mas a outra parte está errada, afinal, não é possível entender as coisas de Deus com a mente natural.

Então, chegamos ao ponto em que iniciamos, quando falamos de tomar decisões. Quem não entende as coisas espirituais, acaba por tomar as decisões no âmbito natural, que podem até parecer corretas, só que não são garantidas. Só as decisões que vêm com a direção de Deus são sempre certas.

Com isso em mente, pensemos em Abraão, Moisés, Davi, Daniel, Josué, Elias, Eliseu, Ezequiel e todos os grandes nomes do Antigo Testamento. Eles agiam de acordo com o espírito do mundo, eles operavam através do que receberam do primeiro Adão. Entenda que tudo o que lemos de Gênesis até Malaquias foi escrito por pessoas que tinham a mente do mundo.

Entretanto, o que lemos em I Coríntios 2:12-14 diz que recebemos o espírito que vem de Deus, por isso temos a capacidade de receber mais que Abraão, Moisés e Davi, por exemplo. Eles não tinham uma natureza adequada para receber o Espírito Santo, eles não podiam orar em línguas. Eles mesmos profetizaram a natureza que agora temos! Então, não precisamos querer ser iguais aos que tinham a natureza do pecado e nem precisamos reclamar de nada.

Veja o que está escrito em Isaías 28:9-11:

A quem, pois, se ensinaria o conhecimento? E a quem se daria a entender o que se ouviu? Acaso, aos desmamados e aos que foram afastados dos seios maternos? Porque é preceito sobre preceito, preceito e mais preceito; regra sobre regra, regra e mais regra; um pouco aqui, um pouco ali. Pelo que por lábios gaguejantes e por língua estranha falará o SENHOR a este povo.

O que o apóstolo Paulo citou lá em I Coríntios 2 é o que Deus já havia profetizado aqui em Isaías 28. E é por isso que podemos afirmar que recebemos mais que do que os crentes que viveram na época do Antigo Testamento. Quão maravilhoso é Deus, que disse que falaria conosco por meio de lábios gaguejantes, e assim o fez.

Vamos ler Sofonias 3:9:

Então, darei lábios puros aos povos, para que todos invoquem o nome do Senhor e o sirvam de comum acordo.

Deus diz aqui “lábios puros”. Agora, vamos para Romanos 8:26:

Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis.

Aleluia! Temos a nova natureza e o poder do espírito nascido de novo, que se ergue e domina a carne que é posta em sujeição ao espírito.

Veja também o que está escrito em II Coríntios 10:5:

Anulando nós sofismas [pensamentos, imaginações] e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo.

Leia novamente o versículo acima. Acho que está bem claro que devemos expulsar os pensamentos que vêm da imaginação. E é só assim que a mente começa a silenciar, a se aquietar, para poder começar a ouvir Deus. E é dessa forma que sabemos qual decisão tomar e como devemos agir em cada situação.

Ao tomarmos a decisão de orar em línguas continuamente, acontecerá o que está escrito em Isaías 30:21:

Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele.

Amados, é apenas por meio da vida espiritual, do espírito nascido de novo, que podemos ouvir a Deus. O grande problema é que não querermos orar quando as emoções e os sentimentos interferem e declaram guerra dentro de nós. E nessa guerra, muitas vezes, você continua orando e, quanto mais ora, mais se sente mal. Esse é um impasse pelo qual todos os que decidem obedecer passam.

É certo que aquele que não ora nada em línguas nunca vai passar por esse momento de impasse, mas também vai receber muito menos do que aquele que está orando continuamente. Porque aquele que está sempre orando está recebendo muito de Deus. E, na verdade, quem ora assim, de fato, nunca pensa em desistir de orar.

Pois bem, você pode escolher orar por apenas cinco minutos todos os dias, isto é, em línguas, o que vai lhe preparar para o próximo nível em Deus. Essa oração o levará a outro passo na glória Dele, conforme a própria Palavra diz: “de glória em glória”.

Então, você pode estar se perguntando o que vai acontecer com você quando começar a orar em línguas por cinco minutos. Explico: aquilo dentro de você que não se alinha com o que Deus é (a Palavra) vai ter que sair. E é nessa hora que as emoções vão ficar abaladas. Por exemplo, você vai achar que as pessoas do seu relacionamento ficaram esquisitas (isso pode ser no trabalho, em casa, na igreja, etc.). O problema é que não entendemos que o Espírito Santo quer nos levar para o próximo nível em Deus, e as emoções ficam descontroladas. Agora, temos uma escolha a fazer: não podemos deixar que esses sentimentos nos paralisem e nos levem a parar de orar.

Comece a orar em línguas por cinco minutos; aguente firme, confie no Senhor. Se você decidir parar de orar, o tempo vai passar e a guerra vai diminuir. Mas saiba que, se em um belo dia você decidir começar a orar em línguas de novo, aquele impasse voltará, e você já poderia tê-lo vencido há muito tempo.

Por isso, aconselho você a continuar orando em línguas para que sejam eliminados de sua vida aqueles sentimentos ruins. Quando isso acontecer, suas emoções serão equilibradas. Você perceberá a verdade: o problema não estava nas pessoas e, sim, dentro de você.

Agora, vamos ler o que os versículos 5 e 11 de Salmos 42 nos dizem:

Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu. Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu.

Note como é importante louvar e adorar a Deus, pois essas práticas vão agir naqueles sentimentos e emoções que estavam oprimindo você. Por estar na Presença de Deus, vai ficar fácil dar mais um passo na caminhada.

Sei que não é nada simples ignorar as emoções e levantar os braços para adorar, mas lembre-se de que Deus habita no meio dos louvores. E se você estiver na presença de Deus, as emoções acabarão se submetendo a Ele.

Coloque em prática a oração em línguas, bem como o louvor e a adoração. Você vai transformar seu modo de viver. Os sentimentos ruins e de vingança não existirão mais. Algo fabuloso vai acontecer: todas as pessoas por quem você nutria sentimentos ruins passarão a parecer agradáveis. A mudança aconteceu em você, e é isso o que importa.

Passe tempo com Deus orando em línguas, adorando e, um dia, você acordará com a direção que o Espírito Santo trouxe. Saiba que foi você quem deu a Ele a condição de passar informação para o seu espírito, conforme está escrito, “conferindo coisas espirituais com espirituais”. E é assim que se sabe o que fazer e que decisão tomar na vida para ser guiado pelo Espírito Santo de Deus.

O conselho de Deus é que devemos buscá-Lo com perseverança, e isso é maravilhoso, porque mesmo quando passamos por dificuldades, podemos crer nas Promessas Dele. Com paciência, aguardamos a solução, pois Ele nos dirige para a decisão certa.

Deus é maravilho e eternamente bom!

Graça e Paz,

         Ana Maria Dias

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