Amado(a) Irmão(a),

Nesta carta, gostaria de falar com você sobre autoridade: não a autoridade do mundo, mas a do cristão. Aproveitando o tema Copa do Mundo, imagine quantas pessoas estão em casa, no sofá, assistindo às partidas de futebol e comentando sobre como um time não vai bem, palpitando a respeito da escalação, sobre as escolhas do técnico e sobre o próprio modo de jogar de cada atleta. Muitos dão seus palpites sem nunca terem jogado e nem serem profissionais.

Da mesma forma, muitos cristãos duvidam e até mesmo criticam as pregações sobre a autoridade que nos foi dada por Cristo. Na verdade, muitas dessas críticas vêm de cristãos que sequer sabem como usar essa autoridade.

Vamos ver o que a Palavra de Deus nos ensina sobre isso. Comecemos examinando a carta aos Filipenses 2:5-11:

         Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois Ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus, antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.

 

Essa passagem afirma que Deus exaltou Jesus e lhe deu o Nome acima de todos os nomes: Ele está acima de toda doença, aflição e qualquer problema. Veja Efésios 1:18-23, que afirma, mais uma vez, que Jesus está acima de tudo:

         Iluminados os olhos de vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos e qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder; o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais, acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir não só no presente século, mas também no vindouro. E pôs todas as coisas debaixo dos pés e, para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas.

Agora, imagine que você está andando na calçada e um cachorro vem em sua direção e tenta morder seu calcanhar. Como você reage? Fica parado e deixa o cachorro lhe morder ou o coloca para correr? Acho que você respondeu a segunda opção, não é mesmo? É praticamente instintivo. Você não vai bater à porta de alguém para perguntar o que fazer nesse momento: o cachorro vem lhe morder e você se defende, porque você recebe sinais do seu cérebro sobre como agir nessa situação. Da mesma forma, sendo Jesus o Cabeça e nós o corpo, recebemos Dele o sinal sobre como agir: “Meu Nome está acima de todo Nome.” Isso quer dizer:  Ele dá o sinal de autoridade para que a exerçamos diante do inimigo.

Veja o que Jesus diz em Mateus 28:18-19:

         Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.

Perceba que, nessa passagem de Mateus, Jesus primeiramente mencionou todo o poder que lhe foi dado, depois disse “ide”. Essa autoridade está comigo e com você também. Pensemos nisso: pela manhã, quando levantamos e saímos, quantos de nós deixamos a cabeça em casa? Só que onde o Cabeça, Jesus, vai, o resto do corpo tem que ir também. Ele falou isso em João 17:18: Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo.       E confirmou em João 20:21:      Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio. 

Temos a mesma missão de Jesus; Ele nos enviou. Para entendermos sobre essa autoridade, precisamos ir lá para o começo da Bíblia, quando Deus criou o homem à Sua imagem e semelhança, dando-lhe autoridade e domínio sobre tudo. Veja Gênesis 1:26:

          Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves do céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.

No Novo Testamento, o apóstolo Paulo fala sobre isso em II Coríntios 3:18:

          E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.

Paulo está dizendo que o reflexo no espelho é a imagem Dele, que é o que devemos refletir em nossas vidas. Ele nos fez à Sua imagem e nos deu a Sua autoridade.

Satanás não tem um corpo e é isso o que ele quer. Se ele pudesse, teria entrado no Jardim do Éden e matado Adão e Eva, mas ele só fez o que podia, ou seja, ele se comunicou com eles. Satanás influencia pessoas, mas você não precisa ser influenciado por ele. Você vai ter autoridade sobre os espíritos malignos que estão agindo por meio das pessoas.

Observe que Deus sequer deu nome aos animais, pois esse domínio era para Adão. Jesus nos ensina sobre isso em Lucas 10:19:

          Eis que vos dei autoridade para pisardes serpentes e escorpiões e sobre todo o poder do inimigo, e nada, absolutamente, vos causará dano.

Ele está dizendo que até os diabos se nos submetem. Em Nome de Jesus todos os diabos estão sujeitos a nós, cristãos, pois estão debaixo dessa autoridade que nos foi dada. O que precisamos fazer é treinar nossas emoções a andarem sempre em autoridade diante das circunstâncias. É necessário aprender a viver pela fé não somente quando estamos na igreja, mas em nosso dia a dia, por meio da comunhão pessoal com o Senhor.

Mas, atenção! Se eu falar com a boca e não crer no meu coração, nada vai acontecer. Existe um mecanismo na autoridade: primeiramente temos fé, depois falamos segundo a esperança no que estamos dizendo. Adão falhou com a autoridade que Deus lhe deu, mas nós não precisamos falhar.

Voltemos para a passagem de Lucas 10:19. Naquele momento, os discípulos não eram nascidos de novo ainda, mas Jesus colocou Seu Manto sobre eles e os enviou para o meio dos lobos. Entretanto, Jesus diz que, com relação a nós, além de o inimigo se submeter, nada nos causará dano. Observe o que a Palavra nos diz em Efésios 6:11-17:

          Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo; porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis. Estais, pois, firmes, tendo cingindo os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; e calçados os pés na preparação do evangelho da paz; tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.

Temos que tomar cuidado para não tirarmos versículos do contexto. Você não pode viver do modo que quiser e pensar que nada vai lhe causar dano. Você não confessa a Palavra, não ora em línguas, não se reveste da autoridade que Jesus lhe deu e, em algum momento, alguém da sua família recebe um diagnóstico médico grave, ou é demitido do emprego, e você pensa que a Palavra falhou e que o que ela diz não é verdade. Mas a Palavra não falha, a falha está em nós. O que lemos, anteriormente, em Efésios e Lucas, vêm da Mente de Cristo.

Devemos entender que vivemos numa condição diferente da dos discípulos de Jesus, que receberam Seu Manto para que pudessem operar com a Unção. Somos filhos da Luz, os descendentes de Deus, nascidos de novo, os santos e, por isso, temos que operar diferentemente para que o inimigo não nos cause danos: temos que nos vestir com a armadura de Deus.

Entretanto, as pessoas pensam que o inimigo vai se deitar no chão quando usarmos o Nome de Jesus. Existem dardos lançados contra nós. Observe: em Efésios, o apóstolo Paulo fala sobre os dardos; ele está fazendo uma analogia ao exército romano. Em uma guerra, todas essas peças são usadas na frente (a couraça, o escudo, o capacete e até mesmo a espada); não haverá nenhuma proteção se voltarmos as costas e sairmos correndo. O inimigo é para ser enfrentado de frente. É melhor aprender muito bem como lidar com ele e como enfrentá-lo quando os problemas surgirem.

Para andarmos nessa autoridade, temos que aprender a usar essa armadura e entender o que ela realmente é. No dia em que nascemos de novo, adquirimos o posicionamento de Jesus, a Verdade, a Justiça, a Salvação, mas você notou que isso tudo não parou o diabo?

Todo o preço foi pago para o pecador, por isso Paulo admoesta em Efésios que estejamos envolvidos com a Verdade. Isto é, pare com a mentira, pois Jesus não mente: isso é cingir-se com a Verdade, vestindo a couraça da Justiça. Embora nós já tenhamos o homem novo dentro de nós, que é a imagem de Cristo, ainda assim vemos os cristãos andando fora da medida.

 

Caso você queira mesmo cumprir seu chamado é melhor aprender como ficar firme contra as ciladas do diabo. Entenda isso, saber a Verdade e andar nela são duas coisas diferentes. Jesus disse que ao conhecer a Verdade ela nos liberta do pecado e das práticas do pecado, essa presença da Verdade (Luz) nos dá poder para não pecarmos e até mesmo para ficarmos livres de um vício, por exemplo.  Isso é o mesmo que tomar posse da Terra Prometida.

Muitas vezes, tomar posse de uma benção é como entrar em Jericó e enfrentar a guerra pela terra: é assim que se fica livre. É por isso que a oração pessoal, que nos faz ter comunhão com Deus, nos favorece a entrarmos nesse lugar de conquista: a transformação da nossa alma. E, claro, isso requer o esforço de buscar Deus intensa e incessantemente.

A Palavra diz para não sermos amigos do mundo, pois somos filhos da Luz. Diz também para resistirmos ao diabo, isto é, não pecar mais. Só estaremos realmente exercendo, com eficácia, a autoridade sobre o mal, quando pararmos de mentir. Porque se mentirmos, ao repreendermos o diabo, ele vai nos dizer: “Você pode me repreender, sim, mas só quando parar de mentir”. Na verdade o que nós somos por dentro aparece, vem à tona, não fica escondido.

Começamos a entender que a autoridade vem do coração, quando ele se alinha ao que Deus pensa. Veja o que aconteceu com Abraão. Deus precisava que Abraão chamasse a si mesmo de “Pai de muitas nações”, pois queria levá-lo à mesma visão que a Dele e precisava da autoridade dele para cumprir o plano em sua vida. Veja que Deus decidiu agir por meio da autoridade do homem, ao colaborar com o Espírito Santo, chamando as coisas que não existem à existência, como cura física, bênçãos na área financeira, solução familiar, relacionamentos.

Gostaria que você entendesse que a oração em línguas traz transformação suficiente para não cedermos aos ataques do diabo. Claro que o diabo vai trazer perseguições, mas quanto mais você orar em línguas, mais vai crer, e conseguirá perdoar a todos que te ofenderem. A confissão da Palavra vai alinhar seu pensamento à Palavra de Deus e a benção chegará às suas mãos.

Antes de finalizar, quero compartilhar o testemunho de um cristão. Ele passava por problemas difíceis em sua vida e buscava a Deus. Certo dia, ao ler os três jornais diários a que estava acostumado, pela graça de Deus, sentiu o desejo de orar em línguas usando o tempo que gastava lendo os três jornais. Após três semanas de oração, não teve mais o desejo de ler os jornais, mas continuou orando em línguas. Muita coisa mudou para melhor na sua vida e os problemas foram sendo resolvidos, um a um. Quando Deus falar ao seu coração, não vacile, obedeça para ser abençoado.

Aconselho você a entregar mais do seu tempo ao Espírito Santo para que Ele interceda por você, por meio da oração em línguas. Você, então, entrará nesse lugar de proteção e autoridade que Jesus lhe concedeu, no Seu Poderosíssimo Nome. Continue buscando o Senhor para edificar sua fé santíssima no amor de Deus.

Graça e Paz,

Ana Maria Dias

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