Amado(a) Irmão(ã),

Eu me lembro das primeiras vezes que ouvi ensinos que falavam sobre fortalezas na mente e emoções negativas que afetam nosso modo de pensar a ponto de nos tirar fora da visão de Deus. Elas nos privam das bênçãos que precisamos receber em nossas vidas, entretanto, essa não é a vontade do Pai Celeste, que quer nos abençoar em tudo.

Aprendi que precisamos crescer espiritualmente e nos preparar para a batalha, lutando contra tudo o que se levantar em nossas mentes por causa das nossas emoções negativas. Se estivermos preparados, andaremos em vitória.

Para explicar o assunto, neste ensino, vamos começar observando a vida e as atitudes do povo de Deus que saiu do Egito e entrou na Terra Prometida. Os resultados que aquelas pessoas obtiveram foram graças à conduta em relação à Palavra de Deus: e essa equação ainda é a mesma nos dias de hoje, em nosso caminhar com Deus.

Imagine a cena: o povo de Israel deixando o Egito, conduzidos por Moisés. Na frente deles o Mar Vermelho; atrás, vinham, perseguindo-os, o Faraó e o seu exército. Nesta hora Deus disse para Moisés levantar o cajado, estender a mão e falar com as águas. Como sabemos, o mar se abriu e o povo começou a cruzar o mar para o outro lado. Lembre-se que esta história é verdadeira, essas pessoas existiram. Tente se colocar no lugar delas: é realmente uma cena assustadora, não? De repente, as águas se juntaram novamente e Faraó com seu exército morreram afogados.

Ninguém que passa por uma experiência como essa deveria duvidar da existência de Deus e do seu amor. Entretanto, essas mesmas pessoas que vivenciaram esse livramento, passados dois dias já estavam reclamando com Moisés sobre a falta de água no deserto. Elas se perguntavam: “Onde está Deus que não nos manda água?”.

Veja o que é a condição emocional influenciando nossa fé. Aquelas pessoas viram Deus abrir o mar ao meio, mas não conseguiram ter fé para crer que a sede também seria saciada. E como nós nos parecemos com essas pessoas, não é mesmo? Damos nosso testemunho a todos, comemorando uma vitória que o Senhor nos concedeu: “Aleluia, Aleluia”. Dali duas semanas, ao encarar qualquer outro problema, dizemos: “Oh, Deus, o que vou fazer agora? Tudo está tão difícil na minha vida”.

Aquele mesmo grupo que atravessou, pela graça e bondade de Deus, o Mar Vermelho, é o mesmo grupo que deu muito trabalho para o Senhor. Muito reclamaram e chegaram a trocar Deus por um bezerro de ouro. Mesmo assim, Ele manteve Sua Palavra e lhes deu a Terra Prometida. Naquela época, Deus mandou doze espias para investigar a Terra Prometida e eles voltaram dizendo a todos que a terra era boa: chegaram a trazer um cacho de uvas carregado por dois homens para mostrar as maravilhas que havia naquele lugar. Mas lembre-se que dez dentre os doze homens que foram até a Terra Prometida colocaram empecilhos na hora de tomar posse dela. Eram pessimistas ao encarar a situação: esqueceram que Deus vencera o Faraó.

Pensando bem, quantas vezes agimos dessa maneira diante de problemas? Dez homens que viram o milagre acontecer agiam com negatividade. Apenas dois deles deram boas notícias: Josué e Calebe. Eles disseram ao povo: “Não deem ouvidos a esses homens, pois se Deus está conosco venceremos e tomaremos posse da Terra. Marchemos até lá”.

O que acho mais impressionante é que as pessoas escolheram seguir as notícias malignas. E como Deus não se agrada dessa atitude! A reclamação recomeçou: “Deus nos trouxe aqui para morrermos neste deserto”. Perceba que esta fala trouxe julgamento para vida deles e morreram lá mesmo, no deserto, sem terem nenhuma condição de entrar na Terra que Deus havia prometido. Deus disse: “Vocês vão ter o que disseram, pois todos os que não creram no que Eu falei não vão entrar na Terra Prometida”.

Imagine que, por causa da incredulidade, ficaram no deserto por quarenta anos. É certo que Deus os alimentou com a comida do Céu, a roupa não estragou. Foi uma vida sem aventuras, mas Deus estava com eles dia e noite. Entretanto, pense nisso: quem quer vestir a mesma roupa por quarenta anos? Quem quer comer a mesma comida todos os dias?

É triste dizer que esta é a vida de muitos cristãos: nenhuma batalha, nenhuma empolgação e nenhuma conquista; simplesmente existem, mal têm como viver e assim vivem até morrer. É verdadeiramente triste!

Deus prometeu a vitória, mas há tantos crentes que não querem enfrentar a guerra! Nem todos querem lutar para crescer espiritualmente, mesmo sabendo que a arma mais poderosa está nas mãos do que crê: a palavra de Deus. E por que isso acontece? O problema são as emoções. Na mente passam pensamentos, como: “Não estou com vontade de orar hoje”, “Não tenho vontade de ir ao culto”, “Meus problemas são tantos que não dá para ir ao culto, nem tenho tempo para orar” ou, ainda, “Não vou orar mais, acho que meus clamores não estão chegando até Deus”.

Voltemos ao povo de Deus da época de Moisés. O primeiro grupo, como vimos, não entrou na Terra Prometida. Vejamos como foi com o segundo grupo: aquelas pessoas cresceram vendo Deus prover a comida; testemunharam, com os próprios olhos, as roupas que não estragavam nunca. Também não foram escravizados como os pais, portanto, não tinham a mentalidade de escravo. O modo como pensavam era totalmente diferente daquele de seus pais. A mente daquelas pessoas foi transformada, mas foram necessários muitos anos para que chegassem a ponto de saberem que a provisão vem somente de Deus. E isso aconteceu lá no deserto.

Para que sejamos transformados exige-se tempo de oração. Você tem usado seu tempo para orar? É isso que Deus exige para matar aquela mentalidade escrava que não tem condição de ir para a guerra. Temos que ficar prontos para cruzar barreiras e seguir adiante: lute com suas emoções para conhecer a provisão de Deus. Durante o processo, você vai se sentir no deserto, mas quando sua mente estiver transformada você estará pronto para ter mais de Deus.

A primeira geração, aquela que cruzou o Mar Vermelho, morreu. Mas o segundo grupo, juntamente com Josué, cruzou o Rio Jordão para a Terra Prometida. É bom lembrar o que Deus falou a Josué, o novo líder. Vejamos Josué 1:1-3:

         Sucedeu, depois da morte de Moisés, servo do Senhor, que este falou a Josué, filho de Num, servidor de Moisés, dizendo: Moisés, meu servo, é morto; dispõe-te, agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que eu dou aos filhos de Israel. Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado, como prometi a Moisés.

Veja que o Senhor disse que todo chão que pisassem seria deles. Esta verdade está intimamente ligada e correlacionada, no Novo Testamento, a Mateus 11:12:

         […] o Reino de Deus é ganho com luta; e os que lutam se apoderam dele.

Ou seja, para possuir o Reino temos que enfrentar a guerra. Lembre-se que a cada passo espiritual que você der, um inimigo terá de morrer. Dessa forma você terá “vida em abundância”; a correlação no Novo Testamento está em Efésios 6:12:

         Porque nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.

A batalha agora é contra o diabo, muito embora esses espíritos demoníacos já tenham sido derrotados na cruz de Jesus. O problema está na mente do crente e como se posiciona: são as fortalezas na mente que nos impedem de chegar à Terra Prometida.

Imagine que essas fortalezas são tão altas como as muralhas de Jericó, mas cada confissão que você fizer, dia após dia, será como uma pancada no paredão (na fortaleza), e ele vai cair. Se não fizermos nada, vamos viver dominados por esses pensamentos que formam as fortalezas, ou seja, viveremos sob o jugo de uma mente escrava.

Veja o que está escrito em Josué 1:5-6:

         Ninguém te poderá resistir todos os dias de tua vida; como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei, nem te abandonarei. Sê forte e corajoso, porque tu farás este povo herdar a terra que, sob juramento, prometi dar a seus pais.

Deus está dizendo que nenhum mal ficará em sua vida: você vai possuir a Terra Prometida. Assim como esteve com Moisés, Ele estará com você. Hoje o Senhor diz: Sê forte e corajoso e tenha cuidado em fazer tudo o que o Espírito Santo lhe diz para fazer. Ou seja, obedeça ao Espírito Santo e seja guiado por Ele; faça tudo o que Ele disser!

Deus deu instrução ao segundo grupo e eles cruzaram o Rio Jordão. Mas imagine que era época de cheia do rio, a correnteza era muito forte. Se formos pensar na cena, não havia muito sentido na instrução que Deus deu a eles: os sacerdotes tiveram de ir andando com a arca da Aliança e então entrar no rio. No plano natural, se analisarmos incredulamente a ordem, ao entrarem no rio, as águas iriam submergi-los. Mas foi o contrário, conforme pisaram nas águas o rio foi se afastando, e assim cruzaram-no com os pés secos, pois a terra estava seca.

Essa vitória só aconteceu quando deram o passo com fé. Parecia que iam morrer afogados, mas Deus agiu, honrando Sua palavra. Vejamos esse fato relatado em Josué 3:14-17:

         Tendo partido o povo das suas tendas, para passar o Jordão, levando os sacerdotes a arca da Aliança diante do povo; e, quando os que levavam a arca chegaram até o Jordão, e os seus pés se molharam na borda das águas (porque o Jordão transbordava sobre todas as suas ribanceiras, todos os dias da sega), pararam-se as águas que vinham de cima; levantaram-se num montão, mui longe da cidade de Adã, que fica ao lado de Sartã; e as que desciam ao mar de Arabá, que é o mar Salgado, foram de todo cortadas; então, passou o povo defronte de Jericó. Porém os sacerdotes que levavam a arca da Aliança do Senhor pararam firmes no meio do Jordão, e todo o Israel passou a pé enxuto, atravessando o Jordão.

 

Essas cidades citadas nos versículos acima ficavam há cerca de vinte e cinco quilômetros do rio: perceba a que distância as águas foram afastadas! Ficou bem claro que o relatório dos espias, de quarenta anos antes, foi totalmente equivocado.

Uma coisa é certa: não devemos dar ouvidos a comentários malignos. Toda a negatividade vem do diabo. Devemos seguir os relatos de Deus, somente. Enquanto passavam pelo rio, sabemos que os inimigos estavam armados até os dentes em cima daquelas muralhas. Mas veja o que Deus mandou o líder Josué fazer. Está escrito em Josué 5:1-9:

         Sucedeu que, ouvindo todos os reis dos amorreus que habitavam deste lado do Jordão, ao ocidente, e todos os reis dos cananeus que estavam ao pé do mar que o Senhor tinha secado as águas do Jordão, de diante dos filhos de Israel, até que passamos, desmaiou-se-lhes o coração, e não houve mais alento neles, por causa dos filhos de Israel. Naquele tempo, disse o Senhor a Josué: Faze facas de pederneira e passa, de novo, a circuncidar os filhos de Israel.       Então, Josué fez para si facas de pederneira e circuncidou os filhos de Israel em Gibeate-Haralote. Foi esta a razão por que Josué os circuncidou: todo o povo que tinha saído do Egito, os homens, todos os homens de guerra, eram já mortos no deserto, pelo caminho. Porque todo o povo que saíra estava circuncidado, mas a nem um deles que nascera no deserto, pelo caminho, depois de terem saído do Egito, haviam circuncidado. Porque quarenta anos andaram os filhos de Israel pelo deserto, até se acabar toda a gente dos homens de guerra que saíram do Egito, que não obedeceram à voz do Senhor, aos quais o Senhor tinha jurado que lhes não havia de deixar ver a terra que o Senhor, sob juramento, prometeu dar a seus pais, terra que mana leite e mel. Porém em seu lugar pôs a seus filhos; a estes Josué circuncidou, porquanto estavam incircuncisos, porque os não circuncidaram no caminho.         Tendo sido circuncidada toda a nação, ficaram no seu lugar no arraial, até que sararam. Disse mais o Senhor a Josué: Hoje, removi de vós o opróbrio do Egito; pelo que o nome daquele lugar se chamou Gilgal até o dia de hoje.

Notamos que esse povo que ocupava Canaã sabia que essas pessoas viriam algum dia, pois já tinham ouvido falar dos acontecimentos do passado, e os temiam.

Para que os israelitas enfrentassem o inimigo, Deus mandou Josué circuncidar todos os homens guerreiros a partir dos vinte anos. Sabemos que circuncidar um bebê é uma coisa, mas circuncidar um homem adulto, que ficava sem condição de guerrear por sete dias é outra: eles estavam indefesos diante do inimigo. Nos dias de hoje, em nossa realidade, isso equivale a quando ficamos indefesos diante dos problemas. Não podemos lutar, mas podemos orar em línguas: não podemos fazer nada, é Deus quem vai fazer.

É importante lembrar que, naqueles dias, Deus lidava com pessoas carnais, então o símbolo da Aliança era a circuncisão, que lembrava o que Deus tinha feito com Abraão. Mas, na mente deles, lembrar que Deus tinha feito uma Aliança não era o suficiente: diante dos problemas e das lutas, eles não conseguiam entender o poder da Aliança, porque não tinham fé no que Deus dizia.

Em nossas dificuldades é bom saber que temos uma Aliança com Deus e que vamos vencer. E essa Aliança foi feita conosco por meio do Sangue de Jesus. Quero que você entenda o que Deus estava fazendo com o povo de Israel: tudo era baseado na Aliança, então a vitória não dependia da guerra em si, mas da Aliança com Ele. E é aí que está a chave para a vitória – a Aliança com Deus. Tudo aquilo que foi feito fisicamente no Antigo Testamento, hoje é feito espiritualmente.

Assim, vejamos Filipenses 3:3:

         Porque nós é que somos a circuncisão, nós que adoramos a Deus no Espírito, e nos gloriamos em Cristo Jesus, e não confiamos na carne.

Nessa passagem, o apóstolo Paulo está dizendo que, embora tenha sido circuncidado no oitavo dia, sua confiança não estava na carne, e sim em Deus.

Vejamos, agora, Romanos 2:28-29:

         Porque não é judeu quem o é apenas exteriormente, nem é circuncisão a que é somente na carne.

E Colossenses 2:11-12:

         Nele, também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo, tendo sido sepultados, juntamente com ele, no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos.

Vamos entender o que a Palavra está dizendo: posicionalmente, quando você nasceu de novo, você morreu. Ou seja, ao aceitar Jesus em sua vida, você também morreu, com Jesus, para aquela velha espécie de Adão.

Do ponto de vista do nosso Pai Celestial, você foi sepultado na cruz, com Jesus, por isso não precisa ter medo de morrer: você já morreu e o milagre que aconteceu no seu novo nascimento é exatamente igual ao de Jesus ser ressuscitado dos mortos. Ele fez nascer o novo espírito em você, que nunca morrerá. Com isso, começamos a entender nossa autoridade em Cristo.

Voltando ao povo de Israel, observamos que antes de entrarem na Terra Prometida, Deus os preparou para a guerra, estabelecendo uma Aliança com eles. Repito: no caso deles, a Aliança foi física; conosco é espiritual.

Esse ensino tem a intenção de lhe preparar para a guerra. Você e a Palavra têm que ser uma coisa só; você e a Palavra se tornam um, isto é, você e Deus se tornam uma pessoa só.

Releia o versículo 9 de Josué 5. Esse foi o dia em que os homens foram circuncidados. Para nós isso simboliza a aspersão do Sangue de Jesus. A partir da circuncisão, Deus determinou que, aos olhos Dele, aqueles homens não eram mais escravos e sim guerreiros. O mesmo vale para nós com o Sangue de Jesus: agora você e Deus são a maioria em qualquer situação.

E foi depois dessa Aliança que Deus começou a dar a Josué planos para batalhar e conquistar. Veja o que diz Josué 6:11:

         Assim, a arca do Senhor rodeou a cidade, contornando-a uma vez. Entraram no arraial e ali pernoitaram.

Parecia impossível entrar naquela cidade com aquela muralha alta e grossa, mas Deus disse: “Eu a dei a você!”. Saiba que quando você concorda com Deus, Ele começa a dar o plano para a guerra. E tenho certeza quando digo: se Deus mandar você fazer alguma coisa, faça! Pode parecer estranho no plano natural, mas Deus enxerga o futuro para onde está nos levando ao orarmos em línguas.

Veja como é importante a oração em línguas! Você saberá o que fazer de acordo com o Plano Dele para sua própria vida: aí está a solução para todo e qualquer problema.

É difícil aprendermos a guerrear sem ter alguém nos ensinando. Entretanto, tão importante quanto o ensino é a prática do que aprendemos. Não deixe de praticar o que você acabou de aprender nesta carta. Se aprendermos a vencer os nossos problemas pessoais, saberemos vencer os problemas para servirmos ao Senhor.

Aconselho você a estudar a Palavra, acompanhando todos os ensinos que estão disponíveis em nosso site, orando sempre em línguas. Você vai aprender a vencer o inimigo e a andar em vitória. Vale muito a pena!

Graça e Paz,

Ana Maria Dias

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