DAVE  ROBERSON

Abril – 2015

Querido Amigo,

           

            Neste ano, o foco das minhas cartas mensais de ensino é encorajar o Corpo no momento que estamos vivendo. Neste ano de poder, estamos passando um período de entrega ao processo de mudança, buscando a Deus e mantendo nossos olhos fixos em Sua Palavra e instruções para nos prepararmos para o fluxo do Seu poder.

 

Por esta razão, é muito importante que continuemos a praticar as chaves fundamentais da comunhão – oração em línguas, jejum, adoração, meditação e confissão da Palavra, esperando no Senhor e colaborando com o Espírito Santo. Cada chave não só produz resultados únicos em nossas vidas, mas também é necessária para nosso amadurecimento espiritual.

 

Na medida em que você se dedicar à oração, passando tempo com Deus, o Espírito Santo o levará a aplicar outras chaves para ajudá-lo em seus momentos de comunhão. Por exemplo, talvez você esteja passando por um momento em que a oração em línguas deve ser o foco; em outros momentos, talvez haja uma fome maior pela assimilação e meditação na Palavra ou passar tempo na Presença de Deus através do louvor e adoração.

 

Você descobrirá que ao fluir na comunhão com a liderança do Espírito Santo, você também passará por ciclos de edificação e mortificação. Esses serão momentos em que você terá se edificado em sua fé santíssima, orando em línguas e tornando-se forte o suficiente para mortificar coisas da carne e emoções. Essa edificação, força e fé dão a Deus o que Ele precisa para trazer mudança permanente em sua vida.

 

O processo de mortificação pode ser incômodo e tanto trazer momentos em que você aceita a mudança com facilidade – por odiar o que o afasta de um caminhar mais próximo de Deus –, quanto trazer momentos em que você quer desistir de orar, pois sua carne e alma entram em guerra com sua mente e emoções. De qualquer forma, fique tranquilo e continue orando e se entregando ao Espírito Santo porque por mais incômodos que sejam esses momentos, você os superará, tornando-se uma pessoa mais forte e mais livre. O Apóstolo Paulo disse o seguinte em Romanos 8:6,13,14:

 

                        Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz.

                        Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo espírito mortificardes as obras do    corpo, vivereis.

                        Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.

 

            Ao longo dos anos, notei que as pessoas sempre lidam com algo em especial quando se deparam com fortalezas emocionais em momentos de edificação e mortificação: a falta de perdão.

 

Quanto mais tempo passamos na presença de Deus, mais Ele é capaz de iluminar as coisas dentro de nós que não se conformam à Sua imagem. A falta de perdão é uma dessas áreas que geralmente tentamos esconder nas profundidades de nossa alma, pensando que o Espírito Santo não notará. Contudo, a necessidade de perdoar e andar no amor de Deus é com frequência uma das primeiras áreas para a qual Ele chama nossa atenção.

 

Em algum momento será inevitável e todos teremos a oportunidade de perdoar alguém que nos tenha ofendido. Normalmente, o problema não é que não queremos perdoar. Sabemos que devemos perdoar e queremos fazê-lo, mas não conseguimos estender a decisão do perdão à parte emocional da nossa alma onde está a falta de perdão.

 

Todos já sentimos a angústia dos ressentimentos, mas o conhecimento desse sentimento não é suficiente para termos o poder de nos livrarmos dele. Uma coisa é decidir perdoar, outra é fazer com que nossas emoções sintam o mesmo.

 

Então, como podemos perdoar e não voltar a sentir a amargura dos ressentimentos? Como podemos fazer com que o amor de Deus – que é a raiz do Seu poder – flua livremente através de nós e atinja aqueles que nos ofenderam ou nos magoaram?

 

Para responder essa pergunta, vamos analisar o amor de Deus. 1 Coríntios 13:4-8 diz:

 

O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se             ensoberbece,

                        não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;

                        não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;

                        tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

                        O amor nunca falha; mas, havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo             ciência, desaparecerá;

 

            Primeiro, é importante que entendamos que o amor ágape é uma Pessoa, não uma emoção. Deus é o Próprio Amor e se manifesta em Seu caráter através da vida de uma pessoa. O amor não é algo que tem origem em nós; ele é resultado de um caminhar e união com Deus e relacionamento íntimo com Jesus Cristo.

 

O amor não é uma atitude artificial. Não andamos em amor porque lemos 1 Coríntios 13 – o “capítulo do amor” – e dizemos para alguém, “Vou agir assim com você”. Essa passagem apenas descreve como o amor ágape é expresso. Mas não é só porque disciplinamos nossa carne a fazer o que esses versículos dizem que temos o amor de Deus em nosso coração.

 

Quando o amor de Deus domina sua vida, não há mais lugar para egoísmo, insegurança, medo ou preocupação. O Amor não sente necessidade de se proteger, pois ser cheio do amor de Deus é saber que Deus é por você.

 

Quando o amor de Deus enche e domina o seu coração, você põe seu irmão acima de você mesmo e passa a QUERER ser paciente, bom e longânimo. Contudo, isso não significa que você deixa as pessoas fazerem o que querem com você. Permitir que você seja maltratado não é bom e o amor cuida do bem estar de todos.

 

Quando experimentamos o amor de Deus, se alguém tentar tirar vantagem de nós e nos prejudicar, poderemos nos manter em paz. Poderemos andar livres de tormento e medo, amargura e ressentimento, sabendo que Deus é nosso Provedor, Consolador, nossa Cura, Alegria e Paz.

 

Então, novamente, talvez você pergunte, “Como posso superar os sentimentos de amargura depois que decidi perdoar?” Existe apenas uma forma: entregar-se ao Espírito Santo em oração, permitindo que Ele edifique você e revele Jesus a você. Assim, seu caráter será transformado no caráter Dele.

 

Deus não espera que amemos com nossas próprias forças, mas Ele espera que nos entreguemos a Ele e RECEBAMOS a Sua força. E Ele não só nos dará a Sua força, mas SE TORNARÁ a nossa força. O Seu amor se tornará nosso esconderijo e abrigo durante a tempestade, nossa torre alta que nos protege do inimigo.

 

O amor de Deus pode habitar em nossos corações e se tornar mais forte em nós do que qualquer atitude ou sentimento da carne. Portanto, precisamos impedir que o diabo nos afaste das bênçãos de Deus através da falta de perdão. Não importa como nossas emoções reajam, PRECISAMOS PERDOAR. Então, devemos orar no espírito até que o perdão seja fortalecido pelo amor de Deus.

 

Se realmente quisermos o melhor de Deus, lutaremos para receber o Seu melhor. Como Tiago 5:16 diz, “a oração do justo pode MUITO em seus efeitos”. Quando nos aproximamos de Deus, Ele enche nossa vida com Seu amor, permitindo que oremos pelos que nos prejudicam: Bendizei os que vos maldizem e orai pelos que vos caluniam (Lucas 6:28). E se não encontrarmos as palavras certas, basta pedirmos ajuda Àquele que é Amor.

 

Às vezes talvez leve um tempo em oração para que o amor de Deus flua em nossa vida, mas Ele não prometeu que seria fácil. A carne é um inimigo poderoso e é preciso de muito esforço e dedicação para que superemos nossas tendências carnais todos os dias andando no espírito.

 

Haverá momentos em que o seu “eu” terá dificuldade de perdoar, mas prometo que isso passará se você realmente colocar Jesus em primeiro lugar. Ele tomará suas mágoas sobre Ele e encherá seu coração e alma com o óleo da alegria, tocando e curando toda a dor.

 

Na medida em que buscamos crescer no amor de Deus, não podemos esquecer: Só conseguiremos acessar tudo o que Deus é para nós e tudo o que Ele tem para nós quando reconhercemos nossa impotência e dependência Dele. Nunca cresceremos em Seu amor se acharmos que podemos fazê-lo sozinhos ou que somos melhores que os outros. A ciência incha, mas o amor edifica (1 Coríntios 8:1).

 

Também precisamos nos lembrar do aviso divino em Hebreus 12:14,15:

 

Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor,

                        tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura,             brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem.

 

            O diabo entende esse princípio. Ele sabe que se conseguir fazer com que aceitemos a semente da amargura, acabaremos destruindo não só a nós mesmos, mas também a todos ao nosso redor. A verdade é que a amargura em nosso coração pode se espalhar facilmente e envenenar os outros. Basta que algumas palavras negativas de ressentimento e falta de perdão sejam liberadas de nossos lábios.

 

Por fim, um bom sinal indicador do seu progresso no amor de Deus é quando você começa a querer falar das qualidades de alguém em vez de seus defeitos – não por querer parecer “espiritual”, mas por amor de verdade. Outro sinal do seu crescimento no amor é sentir alegria em seu coração quando vir alguém sendo abençoado – principalmente se essa pessoa o magoou no passado.

 

Quero que saiba que você é muito precioso para seu Pai Celestial e considero um privilégio poder dividir com você a sabedoria que adquiri nesses anos andando no espírito.

 

O avivamento vem de dentro e cada um de nós tem um papel especial no plano do Pai para os perdidos que estão sofrendo com os enganos dessa terra. Esse é o ano do poder – nosso momento de edificação, mortificação e mudança.

 

 

Seu colaborador,

Dave Roberson

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