DAVE  ROBERSON

Setembro – 2015

Querido Amigo,

 

O apóstolo Pedro nos ensinou em Atos 10:34 que Deus não faz acepção de pessoas. Com isso, concluímos que independente do passado, educação ou erros de alguém, todos temos acesso à mesma quantidade de poder quando nascemos de novo. A partir do primeiro dia de salvação, uma pessoa que tinha hábitos pecaminosos precisa saber que embora se sinta dominada pelo pecado, esse poder foi quebrado completamente. O pecado não pode forçá-la a fazer o que ela não quer!

 

Contudo, Satanás continua usando o engano e circunstâncias para nos manter ignorantes sobre a verdade de Deus: O PECADO NAO TEM DOMÍNIO SOBRE NÓS! (ROMANOS 6:14) É somente quando não conhecemos essa verdade ou escolhemos não crer nela que o inimigo pode roubar a fé que precisamos para nos apartar do estilo de vida do mundo, suas práticas e forma de pensar.

 

Não importa o quanto digamos, “Não resisti”, “Não consegui me controlar”, “A tentação foi muito grande” ou “O diabo me forçou a fazê-lo”, precisamos aceitar a verdade: não foi Deus que permitiu que o pecado nos dominasse – fomos nós. Quando entendermos isso, teremos dado um passo importante e necessário para sair de uma vida dominada pela carne e entrar em uma vida dominada pela liberdade do domínio do pecado.

 

Outra grande injustiça que também acontece com novos crentes é o ensinamento incorreto sobre a graça de Deus. Em vez de aprenderem que a graça de Deus é a força para andarmos livres do pecado, o crente nascido de novo é ensinado que a graça “cobre” o pecado. Essa doutrina errada faz com que os cristãos se tornem alvos fáceis para o diabo, sendo afastados da Palavra – que nos instrui a crucificarmos a carne com seus desejos (Gálatas 5:24) – e entrando em um caminho de destruição com a ilusão de que podem viver uma vida de pecado e ao mesmo tempo serem discípulos de Jesus.

 

Digamos que um pecador nasça de novo e comece a guerrear com sua consciência porque o Espírito Santo está expondo um pecado em sua vida. Ele ouve um ministro falar que quando nascemos de novo, a graça nos cobre enquanto continuamos pecando. Então, esse novo crente se pergunta por que deve desistir de seus hábitos ímpios sendo que não faz diferença nenhuma no caminhar cristão.

 

É claro que existe misericórdia para uma pessoa presa ao pecado. Jesus andará no inferno com um crente que está tentando se libertar de hábitos imundos e vícios até que ele esteja livre da prisão do pecado, mas ele precisa QUERER – estar disposto a – ficar livre. Não importa se o processo de libertação será curto ou longo, a graça estará sempre disponível para alguém que luta pela verdade de Deus em sua vida. Por outro lado, quando um crente começa a inventar desculpas pelo pecado e justifica suas ações ímpias, ele está se recusando a andar na graça de Deus ao escolher um caminho de destruição.

 

Existem muitos cristãos que ainda não chegaram ao ponto de quererem se livrar do pecado em suas vidas. Em vez de dizerem “não” às tentações do pecado e mortificarem os desejos da carne, alguns deles constroem fortalezas – formas erradas de pensar – em suas mentes que são reforçadas por fortes emoções e escolhas erradas. Nesses casos, toda vez que o Espírito Santo alerta a consciência de um crente, suas emoções guerreiam contra ele para que sua nova natureza seja ignorada e o pecado seja protegido. O crente começa a se treinar a crer que viver livre do pecado não vale seu esforço, não vale a guerra que deve lutar contra a carne. Ele acha muito mais fácil crer em uma falsa doutrina que diz que “Deus não se importa se eu pecar” do que continuar lutando contra a carne.

 

Contudo, o problema com o pecado é que ele não mantém um controle estável na vida da pessoa. O pecado quer mais e mais poder até que a pessoa volte para um mundo em um estado pior do que antes de nascer de novo. Acredite quando digo que não quero condenar ninguém, mas apenas enfatizar que FOMOS LIVRES DO PECADO E PODEMOS PARAR DE PECAR SE QUISERMOS.

 

Veja o que Tiago 1:14,15 diz:

 

            Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência.

            Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado,             gera a morte.

 

 

Se fomos levados a crer que a graça cobre um estilo de vida de pecado ou que a tentação é demais para suportarmos, essa passagem deixa claro que o resultado final do pecado é a morte. Entretanto, para que a tentação saia do controle em nossa vida, ela primeiro precisa estar EM nós para que sejamos tentados a pecar.

 

Por qualquer que seja a razão, quando alguém se entrega à tentação ela se entrega à concupiscência ou desejos. Esse desejo concebe o pecado e, por fim, o pecado gera a morte. No entanto, para que esse processo aconteça, é preciso haver cooperação mútua entre a pessoa e a tentação.

 

Quando uma mulher concebe um bebê, ela está carregando dentro de seu ventre uma semente com o DNA ou projeto de um ser humano. Da mesma forma, quando o desejo fecunda – ou encontra concordância com – a alma humana, dentro de sua semente está o projeto de uma operação completa do pecado que terá grande influência sobre as emoções da pessoa.

 

Quero esclarecer o seguinte: a tentação é o estágio inicial do envolvimento com o pecado. É quando tentamos satisfazer os desejos da carne, alimentando-os um pouquinho de cada vez. Contudo, Satanás não se contenta com um simples envolvimento com o pecado. Ele quer nos convencer que não há consequências e poderemos parar de pecar “amanhã”. Infelizmente, para os que caem nesse engano, esse “amanhã” nunca chega. O diabo continuará enganando a pessoa até o momento da concepção e então ela não conseguirá parar de pecar.

 

E a questão não é que as pessoas presas no pecado não vão à igreja – elas vão, sim. Podemos vê-las no altar e depois de volta no mundo e depois de volta no altar. Suas emoções sempre voltam para o pecado porque ele as domina e o seu desejo de servir a Deus foi superado pela força da carne que exige ser alimentada.

 

Mas não precisamos viver assim: Porque o pecado não terá domínio sobre vós (Romanos 6:14). Jesus libertou você! Não tenha medo de dizer ao diabo que a lei do espírito da vida em Cristo Jesus libertou você da lei do pecado e da morte (Romanos 8:2). Não importa o quão fora de controle você se sinta ou quão poderoso o pecado possa parecer, ele não pode forçá-lo a fazer o que você não quer. Deus não falhou. Ele colocou Sua natureza em você e ela deseja se entregar à lei do espírito da vida e você PODE aprender como cooperar com ela.

 

Enquanto estivermos vestindo esses corpos mortais, nosso espírito e carne guerrearão entre si pelo domínio da nossa vida. É por isso que precisamos mortificar os desejos da carne todos os dias, escolhendo andar no espírito – escolhendo orar em línguas, obedecendo e seguindo a natureza de Cristo em nós. Também precisamos escolher passar tempo em adoração pessoal, não só louvando a Deus em grupo na igreja, mas sozinhos com Deus. Precisamos levantar nossas mãos e adorar a Deus porque Sua Palavra diz que estamos livres, porque nosso desejo é agradá-Lo e porque nossos nomes estão escritos no Céu.

 

A última coisa que o inimigo quer que creiamos é que Deus quebrou o poder do pecado sobre todas as áreas da nossa vida. Satanás quer que esperemos Deus fazer algo “especial” ou “espetacular”, enquanto Deus apenas quer que creiamos na Sua Palavra que diz que ELE JÁ O FEZ!

 

Se existem áreas de pecado na sua vida com as quais você tem tido dificuldade, por favor, saiba que a libertação está disponível para você HOJE. O Espírito Santo caminhará com você passo a passo para que você saia de uma vida dominada pela carne e entre em uma vida de graça e liberdade. Quanto mais você orar em línguas, adorar seu Pai e declarar que está livre do domínio do pecado, mais você será transformado à imagem de quem você realmente é como filho de Deus – sobre quem o pecado não tem mais domínio. Na medida em que você ler, assimilar e meditar na Palavra e também adorar a Deus pela Sua Palavra em sua vida, você renovará sua mente com a verdade para que quando a sua carne lutar por domínio, você consiga escolher obedecer à liderança do seu espírito – quem você realmente é.

 

Encorajo você a separar um momento com Deus hoje para Lhe dizer o quanto você O ama. Apenas diga, “Eu Te amo, Jesus. Eu Te amo, Pai. Eu Te adoro. Você é minha Liberdade”. Adore-O pelo que você é Nele com base na Palavra – LIVRE do domínio do pecado. Você pode adicionar à sua adoração diária confissões baseadas na Palavra. Veja um exemplo: “Obrigado, Jesus, porque o pecado não tem mais domínio sobre mim. Portanto, EU ESTOU LIVRE. A lei do espírito da vida em Cristo me libertou da lei do pecado e da morte. Portanto, EU ESTOU LIVRE!”

 

É difícil crucificar a carne, mas sua comunhão com Deus foi feita para que você atinja a vitória. Então, não desista! Você pode decidir hoje seguir a liderança do seu espírito nascido de novo. Escolha a vida e a liberdade da natureza de Cristo dentro de você.

 

Seu colaborador,

Dave Roberson

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